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Eu Sou Abrates: Andressa Gatto

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1. Quem é você e o que você faz?

Sou Andressa Gatto, tradutora, revisora e intérprete nos pares inglês-português e português-inglês. Atuo principalmente na área de Tradução Audiovisual. Tenho experiência em Tradução Jurídica e estou me especializando em Interpretação Comunitária. Também ministro o módulo de Tradução Audiovisual do Curso de Formação de Tradutores da Interpret2b e sou mentora no Projeto Caminho das Pedras, aqui da Abrates.

 

2. Como você chegou à tradução e como foi seu início?

A tradução chegou para mim totalmente por acaso, porque o meu plano A era ser jornalista. Como eu não consegui passar no vestibular em nenhuma universidade pública em duas tentativas, parei para pensar melhor se era isso mesmo que eu me via fazendo para o resto da vida e, por incentivo da minha sábia mãe, acabei bolando um plano B. Logo em seguida, meu plano B deu certo, pois passei no vestibular em excelentes colocações para duas universidades federais, em Letras (português-inglês). E, desde o começo, busquei todos os cursos de extensão, eventos, simpósios… tudo o que coubesse no meu orçamento e tivesse a ver com tradução e legendagem, que passou a ser meu objetivo. O resto é muito estudo, esforço, sangue, suor e lágrimas.

 

3. Para você, qual é o aspecto mais incrível da sua área de atuação?

Ser capaz de facilitar o acesso à cultura, entretenimento e informação a pessoas de diversos idiomas. Eu dizia que queria ser jornalista porque achava que só assim eu conseguiria mudar o mundo ou contribuir para que ele melhorasse. Hoje, vejo que podemos fazer isso de várias formas, inclusive traduzindo conteúdos que toquem o coração das pessoas, que ensinem profissionais de diversas áreas, que provoquem a reflexão… São muitos os caminhos para isso. Ser tradutor é um deles.

 

4. E o mais desafiador?

Por muitas vezes ser uma profissão em regime autônomo, no qual você ganha por produtividade, você acaba sendo tentado a viver somente para trabalhar, faturar, e muitas vezes deixa de aproveitar momentos importantes da vida, se não souber criar dentro de si um freio. Hoje, com 16 anos de carreira, me permito trabalhar um pouquinho menos para acompanhar o crescimento do meu filho, nem que isso signifique recusar alguns trabalhos.

 

5. Cite um mito e uma verdade sobre sua área de atuação que você só descobriu na prática.

Mito: as legendas têm que incluir exatamente tudo o que foi dito pelo falante de um vídeo. 

Verdade: legendar requer muito mais do que só traduzir as palavras. Traduzimos as ideias. Para isso, tem muita técnica envolvida. A gente tem que calcular a quantidade de caracteres por segundo, por linha, intervalo entre legendas etc. Tudo a gosto do freguês. Cada um com suas manias e regras; então, os parâmetros variam muito. Dá um trabalhão.

 

6. Qual dica construtiva você dá para quem possa estar cogitando seguir na sua área de atuação ou para quem possa estar começando?

Além do que sempre se indica, que é estudar sempre, escolher cursos renomados, ministrados por quem realmente entende do riscado, eu diria que há de se ter paciência e consciência dos seus limites de iniciante. Vá devagar, não tenha medo de recusar ofertas de trabalho escravizantes. Valorize o investimento que você fez nos estudos. E deixe que seu esforço seja recompensado com o tempo. O grande problema é que, ainda mais hoje em dia, os iniciantes querem tudo pra ontem e acabam caindo em golpes, furadas, relações de trabalho suspeitas, e por aí vai.

 

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15 nov, 21